Em cena, as mesas estão postas para a negociação. Ou para o banquete… Mas quem senta à mesa? Quem come e o que come enquanto devoram nossos direitos?
Estado de Revolta é uma obra manifesto. Uma metáfora de nós mesmos depois de tantas lutas. Embora muitas derrotas, nenhuma delas perdidas de fato, visto que nunca foram abandonadas. É um estado de nervos. É sobre a luta de classes onde as personagens são alegorias desta luta.
Qual o limite da exploração? Até onde suportamos a violência capitalista antes da revolta explodir no seio do povo?
É sobre o declínio das organizações sindicais e populares diante da precarização do trabalho na era neoliberal. Trata-se do crescimento do conservadorismo religioso e do fascismo entre as massas populares, da criação de novas formas de luta, da importância da organização da classe trabalhadora e de encontrar no passado o que nossos ancestrais ensinaram enquanto lutavam: que a festa é o ensaio da revolução!