QUANDO QUEBRA QUEIMA é um espetáculo-ato que provoca e desloca novas coreografias teatrais, o que chamamos de encenação do levante.
Presentificando a experiência do real na cena, criam-se novas situações performáticas, fricção de linguagens e narrativas que encarnam o desejo de uma geração de ocupar o teatro. A peça, que está na fronteira entre documento e representação, é uma “dança-luta” criada por estudantes que viveram a experiência radical das ocupações das Escolas Estaduais, e que, a partir desse encontro, criaram o coro coletivA, construído a partir da vivência de luta e afeto de cada performer durante a primavera secundarista entre 2015 e 2016.
Desde 2018, o grupo tem construído um percurso de apresentações e oficinas para jovens em principais festivais e teatros do Brasil e da Europa, como o Festival de Curitiba, FIT (Festival Internacional de Rio Preto), Cena Brasil Internacional, Festival de Londrina. Em junho de 2019 a coletivA ocupação ganhou o Prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com o projeto “Pausa para Existir | Quando Quebra Queima: circulação para estudantes de São Paulo”.
Na Europa, apresentou no Festival Transform em Leeds, Contact Theater em Manchester, Festival MEXE na cidade do Porto, Festival Panorama em Paris no Centre National de La Dance. Além de ter sido convidado para residência e temporada de duas semanas no Battersea Arts Centre, em Londres, onde o espetáculo foi premiado por melhor direção – Martha Kiss Perrone – pelo The Stage Debut Awards, e indicado na categoria “IDEA Performance” pelo prêmio The Offies.